A Realidade da Mulher Negra no Mercado de Trabalho Paraense

IDESP divulga situação da mulher negra no mercado de trabalho
Setenta e cinco por cento das mulheres negras do Pará estão ocupadas em posições sem proteção legal, sem remuneração ou com baixos salários. Esta é uma das conclusões do primeiro comunicado de 2013, elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, o “IDESP Divulga”, que abordou a situação das mulheres negras no mercado de trabalho paraense, baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o estudo, que faz parte da elaboração do Perfil do Negro no Pará, realizada em parceria com o Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará (CEDENPA), a participação por sexo e raça/cor não apresentam diferenças acentuadas, tanto entre os homens da população negra comparativamente aos da população branca, quanto entre mulheres negras e brancas. E como as taxas de desocupação por sexo e raça/cor não são tão discrepantes, as desigualdades no mercado de trabalho que são desfavoráveis às mulheres e, principalmente, às negras ocorrem por conta das características na situação de ocupadas. Outros fatores que influenciam são o nível de escolaridade, a taxa de fecundidade, a faixa etária, a renda familiar, porém a análise do Instituto se concentrou nos aspectos mais gerais da ocupação.
Entre as mulheres negras do Estado 10,51% são consideradas desempregadas, enquanto que, no caso das brancas, esse percentual é de 11,99%. Porém, quando observada a renda média daquelas que estão “ocupadas” (trabalhando), percebe-se que as mulheres brancas possuem rendimentos médios mensais de R$ 485,69, já as negras recebem R$ 292,51. Observa-se ainda que, no Pará, as principais ocupações das mulheres negras são o trabalho doméstico (16,16%), sendo que 14,28% sem carteira assinada, ou o trabalho por conta própria (22,12%). Em termos absolutos, do contingente de 198.630 pessoas do sexo feminino se ocupando como empregada doméstica, a imensa maioria (84,11%) é composta de mulheres negras, equivalendo a 167.068 trabalhadoras.

Relatório na íntegra, acesse:  http://www.idesp.pa.gov.br/pdf/idespDivulga_MulherNegraMercadoTrabalho.pdf

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Sobre Rede Fulanas - Negras da Amazônia Brasileira

FULANAS é uma Rede de Mulheres Negras da Amazônia pensada para diminuir a distância geográfica, dar voz as mulheres a partir de onde estão. Em sua Cabaça cabe assuntos que afetam as mulheres negras no seu cotidiano, como, por exemplo, as formas de racismo, situação de pobreza, a violência; impactos ambientais: os assuntos da ordem do dia, como: os direitos humanos; a economia, o trabalho doméstico, o acesso ao poder; os afetos como a solidariedade racial, o cuidado, a autoestima e cumplicidade das mulheres negras. Nossas ações são voltadas por uma Amazônia sustentável e democrática, pela ampliação e concretização dos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais (DHESCAS) de quem nela Habita.
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