Mulher negra avança na luta contra preconceito

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A secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloisa de Sousa Arruda, esteve presente na abertura do seminário “Desenvolvimento e Mulher Negra”, promovido pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. O evento fez parte das comemorações de dez anos do órgão e foi realizado na Associação dos Advogados de São Paulo (07/05).

Para Luiza Bairros, ministra da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, a mulher negra teve capacidade de aproveitar as oportunidades que foram criadas na sociedade brasileira, principalmente na área da educação, mas ainda continua sendo parte de um segmento menos favorecido.

“Em São Paulo, vemos a mulher ocupar espaços, que em outros lugares não se vê, e, por isso, trouxemos esse tema para ser debatido aqui e esperamos que esse ambiente contribua para resolver ou superar essa diferença”, comentou a ministra

Em sua fala, Eloisa Arruda, secretária da Justiça, ressaltou que há um longo trabalho a ser feito em prol da igualdade racial. “Quando recebemos as denúncias de racismo na Secretaria da Justiça, é que percebemos que o Brasil é um país que ainda mascara o preconceito, a desigualdade social e este tema precisa sempre ser a pauta do momento”, disse Eloisa Arruda.

Durante a palestra Sueli Carneiro, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra – destacou que a mídia, por meio de estereótipos, ainda contribui para deturpar a imagem da mulher negra. “Precisamos lutar pelo código de ética nas programações dos veículos de massa, evitando que a mulher negra possa ser exposta de forma ridicularizada”, disse Sueli referindo-se a um programa humorístico que expõe a mulher negra como feia e desdentada.

Outro ponto abordado pela palestrante foi a inserção da mulher negra no mercado de trabalho. Segundo ela, tem sido fundamental a mobilização de empresários para adotar políticas de inclusão social com recorte de gênero, e também possibilitar o aperfeiçoamento profissional através de cursos especializados. “Esta é uma estratégia virtuosa para a promoção da mulher negra, que historicamente, só pode ficar na cozinha servindo seus senhores”.

Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania
Governo do Estado de São Paulo
Tel: (11) 3291-2612 / Ramal 2769

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Sobre Rede Fulanas - Negras da Amazônia Brasileira

FULANAS é uma Rede de Mulheres Negras da Amazônia pensada para diminuir a distância geográfica, dar voz as mulheres a partir de onde estão. Em sua Cabaça cabe assuntos que afetam as mulheres negras no seu cotidiano, como, por exemplo, as formas de racismo, situação de pobreza, a violência; impactos ambientais: os assuntos da ordem do dia, como: os direitos humanos; a economia, o trabalho doméstico, o acesso ao poder; os afetos como a solidariedade racial, o cuidado, a autoestima e cumplicidade das mulheres negras. Nossas ações são voltadas por uma Amazônia sustentável e democrática, pela ampliação e concretização dos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais (DHESCAS) de quem nela Habita.
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